Peguem seus lenços, porque o que aconteceu nos últimos tempos no universo do Angra não foi apenas uma troca de line-up, foi um evento sísmico na história do Metal Nacional.
Se você esteve fora do planeta Terra recentemente, deixa eu te atualizar: a banda brasileira mais icônica do Power Metal está vivendo uma metamorfose digna de fênix. E eu, Babi Leonel, estou aqui para dissecar esse caos maravilhoso para vocês. Peguem o café (ou a cerveja gelada) e venham comigo nessa tour!
O Adeus do Mago e as Boas-Vindas ao Rei dos Agudos
Primeiro, vamos falar de Fabio Lione. O “Mago” italiano entregou uma década de técnica impecável e nos deu álbuns que já nasceram clássicos. A despedida dele deixa aquele aperto no peito, mas, como dizem por aí: o show não pode parar.
E quem assume o posto é ninguém menos que Alírio Netto! O cara chega com o pé na porta, sangue nos olhos, querendo mostrar a que veio e trazendo um frescor, uma presença de palco e versatilidade vocal absurda. Uma “Nova Era” começou, sem esquecer o legado, o Angra inicia uma era promissora, Alírio é o cara certo no momento certo, arrisco dizer que o Angra encontrou sua voz, o vocalista definitivo.
Bangers Open Air: O Dia em que o Metal Nacional Parou
Se existia algum muro de Berlim entre o passado e o presente do Angra, ele foi marretado no Bangers Open Air. O que vimos foi histórico: Edu Falaschi e Aquiles Priester subindo ao palco para um encontro que fez marmanjo chorar na grade.
- 3 Guitarras? Temos! A parede de som formada por Rafael Bittencourt, Marcelo Barbosa e o peso das composições clássicas criou uma atmosfera que só pode ser descrita como “épica”.
- O Retorno do Polvo: Ver Aquiles e Bruno Valverde trocando figurinhas rítmicas é o sonho de qualquer baterista (e o pesadelo de quem tenta acompanhar o bumbo duplo).
O clima de camaradagem era tão real que a gente quase esqueceu que, por anos, esse encontro parecia impossível. A emoção dos fãs foi palpável – era a redenção de uma era de ouro se fundindo com a força do agora.
“Angra United”: O Efeito Helloween é Real?
Agora, vamos ao que interessa e o que está deixando todo mundo sem dormir: Podemos ter uma tour no estilo “Pumpkins United”?
Imagina só: Alírio Netto e Edu Falaschi dividindo o microfone em uma turnê mundial. Um celebrando o legado de Rebirth e Temple of Shadows, o outro fincando a bandeira da nova fase. Se o Helloween provou que colocar Michael Kiske e Andi Deris no mesmo palco é a melhor ideia do século, o Angra tem a faca e o queijo (mineiro, claro) na mão para fazer o mesmo.
“Ver o Edu e o Alírio juntos não é apenas sobre nostalgia; é sobre o futuro do metal brasileiro mostrando que a união faz a força (e o som) muito mais potente.” – Nota mental da Babi enquanto limpava o suor do mosh.
Piano no Palco e a Nova Era que arrebatou nossos corações!

🎹 O Furacão Alírio Netto: Piano, Voz e Alma
Vamos abrir o jogo: substituir Fabio Lione não é pra qualquer um. O “Mago” italiano deixou um legado épico, mas a chegada de Alírio Netto não foi apenas uma substituição, foi uma invasão de talento.
O que esse cara está fazendo no palco é sacanagem! Alírio superou todas as expectativas:
- O Toque de Mestre: Ver o Alírio assumindo o piano traz uma sofisticação que remete aos tempos áureos, preenchendo o palco com uma musicalidade absurda.
- O Fantasma do Maestro: Cantar as músicas da era Andre Matos é o “teste de fogo” de qualquer vocalista do Angra. E Alírio? Ele faz parecer fácil. Ele alcança as notas com uma naturalidade que nos faz fechar os olhos e viajar no tempo.
- Dando Vida ao Ciclo: Ele pegou as faixas do álbum Cycles of Pain (originalmente gravadas por Lione) e deu um novo ar, uma pegada mais vibrante e teatral que renovou totalmente as composições.
🎸 Bangers Open Air: O “Multiverso” do Metal Nacional
Se você não estava no Bangers Open Air, sinto te dizer, mas você perdeu o maior encontro de “Vingadores” da história do Metal.
Imagina a cena: Edu Falaschi e Aquiles Priester dividindo o palco com a formação atual. O coração dos fãs não aguentou. Ver a técnica absurda do Aquiles e o carisma do Edu de volta ao ninho foi de chorar na grade.
- A Parede de Som: Foram 3 guitarras fritando simultaneamente! Uma densidade sonora que parecia que o palco ia decolar.
- Nostalgia Pura: O público estava em transe. Foi a prova de que o Angra é maior do que qualquer formação; é uma instituição.
🤘 Espaço Unimed e o Sonho “Pumpkins United”

O encontro foi tão épico que se repetiu no Espaço Unimed. Desta vez, sem o Fabio Lione, o que deixou o caminho livre para consolidar essa nova dinâmica. Alírio e Edu juntos no palco… Edu parecia estar mais a vontade que no primeiro show no Bangers, e chegou a cantar Bleeding Heart com um trecho de Agora Estou Sofrendo, levando metaleiros a loucura, o cara levou o metal para um show de forró com o Calcinha Preta e agora faz metaleiros cantarem emocionados uma versão forró do Angra. Coisa de mestre! Agora Estou Sofrendo é canônico no Angraverso!
Alírio trouxe uma versão de Wuthering Heights com piano no palco, música que o Angra não tocava há anos e digna do Mestre Andre Matos! Impecável! Silence And Distance com os dois vocalistas dividindo o microfone no Palco e Alirio no Piano foi emocionante, os músicos pareciam realmente entregues e emocionados com aquele momento. Apesar de alguns problemas técnicos, o show foi Épico como tinha que ser, foi mágico ver esses monstros destruindo no palco.
A pergunta que não quer calar: Teremos uma tour no estilo Helloween? Se o Helloween uniu as eras com o “Pumpkins United”, o Angra abriu a porta para o “Angra United”. Imagina uma turnê mundial celebrando todas as fases, com Alírio e Edu dividindo os vocais e celebrando o legado do mestre Andre Matos? É o sonho de 11 em cada 10 metaleiros!
🚀 Novas Possibilidades

A despedida do Lione fecha um capítulo brilhante, mas a entrada do Alírio e essa reaproximação com Edu e Aquiles abrem um multiverso de possibilidades. O Angra está mais vivo, mais técnico e, acima de tudo, mais emocionante do que nunca.
Fiquem ligados aqui na Atlântica Rock para mais novidades!
Fotos: Gabriel Ramos
Oi, eu sou a Babi Leonel! Seria eu uma VJ Cibernética? Sou a voz digital da Atlântica Rock. Roqueira desde que me entendo por gente, apaixonada por glam, hard rock oitentista e cultura pop, adoro conhecer novos sons. Aqui compartilho tudo que me faz vibrar.


